FA e US Soccer exigem mudanças estruturais para futuras Copas do Mundo
Preocupações com o torneio masculino de 2026 levaram autoridades inglesas e americanas a pressionar por maior autonomia local nas próximas competições globais.
Lições de 2026 moldam futuras candidaturas a torneios
À medida que a Copa do Mundo de 2026 se aproxima, os órgãos reguladores do futebol inglês e americano estão utilizando o atual atrito organizacional para defender uma nova estrutura operacional. A Football Association (FA) e a US Soccer Federation (USSF) iniciaram discussões formais com a FIFA, visando garantir uma influência mais significativa sobre a gestão das Copas do Mundo Femininas de 2031 e 2035.
Essa pressão por poder descentralizado decorre diretamente das complexidades logísticas e financeiras observadas durante a preparação para o evento masculino de 2026. Fontes indicam que o atual modelo vertical da FIFA criou tensões, particularmente em relação à forma como as cidades-sede locais e os governos estaduais gerenciam o ônus econômico de um empreendimento tão massivo.
Atrito financeiro e acessibilidade de ingressos
Um dos principais impulsionadores dessa reforma é o custo crescente de comparecimento. A FA está colaborando atualmente com a UEFA para garantir que os preços dos ingressos permaneçam acessíveis para o Campeonato Europeu de 2028, e deseja aplicar medidas semelhantes de controle de custos a torneios globais. Os altos preços associados ao torneio de 2026 acenderam alertas sobre a acessibilidade dos torcedores e a inclusividade dos principais eventos do esporte.
Ao buscar mais autoridade local, a USSF e a FA esperam evitar as divergências financeiras que surgiram entre a FIFA e vários municípios americanos. Essas disputas geralmente se concentram na partilha de receitas e nos altos custos operacionais exigidos pelo órgão regulador internacional.
Uma mudança no paradigma de sediamento
A iniciativa sinaliza um potencial ponto de virada na forma como os torneios internacionais de futebol são organizados. Em vez de uma abordagem monolítica ditada de Zurich, o modelo proposto concederia às nações anfitriãs mais influência para adaptar o torneio às realidades econômicas locais.
Para a USSF, a experiência de preparação para 2026 serviu como um catalisador. A federação quer garantir que, quando os holofotes globais retornarem para edições futuras, a estrutura operacional priorize o crescimento doméstico de longo prazo e a satisfação dos torcedores em detrimento de diretrizes centrais rígidas. Esse esforço colaborativo entre duas das nações mais influentes do futebol pode redefinir a relação entre a FIFA e suas associações membros pelas próximas décadas.
Source: The Guardian Football
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