Impasse nas transmissões deixa mercados asiáticos no escuro para a Copa do Mundo de 2026

A FIFA enfrenta uma crise financeira e logística, uma vez que os direitos de mídia para o torneio expandido de 48 seleções permanecem sem venda na India e na China a poucas semanas do pontapé inicial.

Um apagão televisivo ameaça bilhões de pessoas

Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando rapidamente, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, está lidando com um obstáculo comercial significativo. Apesar da expansão do torneio para 104 partidas, a entidade máxima do futebol não conseguiu garantir acordos de transmissão nas duas nações mais populosas do mundo. Enquanto o cronômetro avança para a cerimônia de abertura, os torcedores em toda a India e China permanecem sem uma plataforma confirmada para assistir à competição.

A estratégia de expansão sob fogo cruzado

A decisão de aumentar o número de seleções no torneio de 32 para 48 foi estrategicamente desenhada para atrair mercados massivos como Beijing e New Delhi. A liderança da FIFA antecipou que um caminho de qualificação mais amplo permitiria a participação desses gigantes asiáticos, proporcionando um impulso lucrativo à pegada global do esporte. A entidade priorizou essas regiões em detrimento de nações menores, mas a aposta ainda não resultou no retorno financeiro esperado em mídia.

Queda nas avaliações e negociações fracassadas

Relatórios internos sugerem que a FIFA buscou inicialmente cerca de US$ 100 milhões de emissoras da India, enquanto o preço pedido para o mercado da China variou entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões. Mesmo com esses valores supostamente reduzidos para estimular o interesse, um avanço continua sendo difícil. A falta de um acordo é particularmente impressionante dada a escala de 2,7 bilhões de telespectadores em potencial residentes nesses dois territórios.

Implicações para 2026 e além

Este impasse representa um pesadelo logístico para o sucesso comercial do torneio. Se os acordos não forem finalizados, a Copa do Mundo de 2026 corre o risco de perder sua principal conexão com as maiores bases de consumo do continente asiático. Para a FIFA, a incapacidade de fechar esses contratos representa um momento raro de vulnerabilidade em sua busca por receitas recordes para o evento sediado na North America. A situação destaca uma desconexão crescente entre as expectativas financeiras da FIFA e a avaliação atual dos direitos de mídia do futebol nessas regiões específicas.

Source: The Guardian Football

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